Projeto Vale Luz oferece descontos na conta de energia em troca de resíduos sólidos recicláveis
avares/Folha de Pernambuco
Todos os clientes residenciais da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) agora poderão participar do Projeto Vale Luz e receber descontos na conta de energia em troca de resíduos sólidos recicláveis. A iniciativa já atendia, exclusivamente, a clientes classificados como residencial baixa renda.
A ação é itinerante e atualmente percorre 30 comunidades dos municípios de Recife, Olinda e Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife (RMR). No caminhão do Projeto Vale Luz Celpe, os clientes cadastrados podem levar papel, papelão, metal e plásticos, mas precisam seguir algumas normas.
Todos os materiais precisam estar limpos para não dificultarem na pesagem ou propiciarem a proliferação de animais transmissores de doenças. Além disso, os papéis, de preferência, não devem estar amassados; as caixas de papelão devem estar desmontadas e as latas de alumínios, se possível, devem ser amassadas.
Para ter acesso às bonificações, o consumidor deve comparecer a um dos caminhões do projeto, munido de identidade, CPF e fatura de energia. Para participar da ação, é necessário estar adimplente. Além da troca dos resíduos, nos locais selecionados a equipe da concessionária também realizará o cadastro dos clientes que desejarem participar da ação sustentável.
O horário de atendimento nas localidades é das 8h30 às 11h30 ou das 13h30 às 16h30, dependendo do bairro. A programação das unidades móveis está disponível no site da Celpe ou pelo telefone (81) 3035.8965.
O edital do concurso público as Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) será divulgado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (18). Conforme antecipou o Blog dos Concursos no dia 13 de abril, a organizadora é a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A instituição também foi a responsável por elaborar o último certame da empresa, realizado em abril de 2014. Na ocasião, foram oferecidas 70 oportunidades para vários cargos. Os contratados pela Compesa são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Detalhes como número de vagas, cargos oferecidos e salários devem ser informados nesta terça-feira (17) em coletiva, a Companhia vai divulgar mais detalhes sobre o processo seletivo. O Blog dos Concursos está de olho nessa seleção.
Última semana para se inscrever no Enem 2016! O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou um balanço na manhã da última sexta-feira (13) informando que mais de 3 milhões de estudantes haviam feito inscrição no Enem 2016 – Exame Nacional do Ensino Médio. Quem ainda não se inscreveu terá até as 23h59min (de Brasília/DF) da sexta-feira desta semana, dia 20, para se cadastrar no site oficial.
A expectativa do Ministério da Educação e Cultura (MEC) é de que o Enem 2016 receba em torno de 8 milhões de inscrições. Pelo visto, a quantidade poderá até superar o esperado, pois já eram 3.092.122 inscritos nos primeiros quatro dias corridos. Tomando como base uma média diária da quantidade de registros efetuados, podemos chegar ao final com aproximadamente 10 milhões de candidatos cadastrados.
Como fazer inscrição no Enem 2016?
As inscrições do Enem 2016 devem ser feitas exclusivamente via internet, através da página do participante, no portal do Inep, disponível no linkhttp://enem.inep.gov.br/participante/. O site ficará disponível até o último minuto do período de inscrição e, após isso, ninguém mais poderá alterar os dados cadastrados (se necessário) e/ou se inscrever na edição deste ano.
No primeiro acesso, o candidato precisa clicar na opção“Inscrição 2016”, que irá direcioná-lo à página onde serão coletadas as primeiras informações: números do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e documento de identidade (RG – Registro Geral), além da data de nascimento.
Nos passos seguintes são necessárias algumas informações pessoais: sexo; cor ou raça; estado civil; nacionalidade; endereço; telefone; e-mail (pessoal e válido). O número do telefone celular e o endereço de e-mail serão as principais vias de comunicação direta entre o participante e a organização.
Durante as inscrições os candidatos que possuem precisam de atendimento diferenciado e/ou específico deverão informar a necessidade: deficiência (física ou mental), gestantes, lactantes, idosos, em classe hospitalar e sabatistas. Para cada uma, a organização terá uma solução específica nos dias de aplicação das provas.
Taxa de inscrição do Enem 2016: veja como pedir isenção: A taxa de participação para a edição deste ano possui valor equivalente a R$ 68,00. Oboleto do Enem 2016 precisa ser emitido ao fim da inscrição, na forma de GRU (Guia de Recolhimento da União), e deve ser quitado até às 21h59min (de Brasília/DF) do próximo dia 25, numa quarta-feira. O pagamento pode ser efetuado em qualquer agência bancária, casas lotéricas ou agências dos Correios.
Recebem isenção no Enem 2016, de maneira automática, todos aqueles estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas da rede pública. Entretanto, quem pretende fazer as provas, mas não possui condições financeiras de cobrir o valor, pode pedir isenção do pagamento.
O pedido de isenção é feito no ato da inscrição, por meio do preenchimento de um formulário socioeconômico a fim de declarar carência no Enem 2016. No formulário é preciso informar alguns dados familiares, de forma fidedigna, pois o Inep analisará todos os pedidos e poderá verificar a veracidade das informações, sob pena de desclassificação no Exame.
Data das provas do Enem 2016: quais as áreas de conhecimento do Exame?
As provas do Enem 2016 serão aplicadas nos dias 05 e 06 de novembro, a partir das 13h30min de sábado e domingo. Os portões dos locais de prova serão abertos ao meio dia e fechados às 13h, pontualmente, seguindo o horário oficial de Brasília/DF. No primeiro dia, o tempo de duração será de 04h30min. No segundo, por sua vez, o tempo será de 05h30min.
Ao todo, serão 180 questões de múltipla escolha (A – E), divididas igualmente entre quatro áreas de conhecimento: Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; e Matemática e suas Tecnologias. As duas primeiras serão aplicadas no sábado e, por consequência, as duas últimas no domingo, junto da redação do Enem 2016.
O gabarito oficial será divulgado até 09 de novembro (quarta-feira). Entretanto, o Inep ainda não informou a data de divulgação do resultado do Enem 2016. A expectativa é de que as notas sejam lançadas na primeira quinzena do próximo ano, visto que são essenciais para as inscrições nos programas do MEC que se iniciam no mesmo mês: Sisu, ProUni, Fies, Sisutec.
Apostila Enem 2016
Para mandar bem nas provas, adquira o quanto antes a sua apostila do Enem 2016 (clique e conheça). O material é completo, acessível e sua entrega é realizada de maneira segura em qualquer município do país. Não perca tempo, pois a concorrência deste ano será ainda mais acirrada!
Curta e compartilhe a página do Enem 2016 no facebook com todos os seus amigos e fiquem por dentro de todas as nossas atualizações!
DA PMPE LANÇA PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PARA O SÃO JOÃO 2016
O Grupo de Trabalhos Operação São João 2016 da PMPE lança a portariaNº 001/2016 - GTO que estabelece procedimentos, regula emprego e ações dos órgãos operativos inerentes aos eventos juninos, antes, durante e após o São João 2016, no Estado de Pernambuco.
O objetivo éorientar os procedimentos dos Órgãos Operativos de Defesa Social, a fim de atender as demandas de pedidos de Segurança Pública inerentes às festividades juninas, envolvendo as diversas apresentações, shows, concursos e outros eventos similares. Outro ponto importante deste documento é a necessidade de realizar o planejamento prévio do emprego do de tais órgãos, visando à racionalização de meios e garantias do cumprimento da missão Institucional da Secretaria de Defesa Social.
Os pedidos deverão ser endereçados ao comandante do batalhão de Polícia Militar e ao comandante do grupamento do Corpo de Bombeiros responsável pela área onde ocorrerá o evento que será avaliado conforme a disponibilidade de meios para atender o evento.A Segurança Pública inerente aos eventos juninos será empregada no período conforme abaixo estabelecido:
I. Antes do São João - de 04JUN16 a 22JUN16
II. Durante o São João- de 23JUN16 e 24JUN16
III. Após o São João – de 25JUN16 a 30JUN16
O GOT lembra que o prazo máximo para os gestores de Órgãos Públicos ou Privados, e de representantes de eventos de São João efetuarem a solicitação de Segurança Pública será até o dia 20 de Maio de 2016.
Image copyrightTHINKSTOCKImage captionAcredita-se que pelo menos 250 mil pessoas atuem hoje como analistas de risco social
Diariamente, o Facebook recebe o upload de mais de 350 milhões de fotos. Acrescente a isso outros milhões de vídeos, gifs e textos. Com cada uma dessas postagens, há uma chance de vir junto conteúdo impróprio ou difamador.
Agora pense em todos os sites da internet, além do Facebook, e verá que o número de oportunidades para que esse tipo de conteúdo aflore é atordoante.
É aí que atuam as equipes de defesa de risco das mídias sociais. O trabalho, que antes era feito por moderadores, em sua maioria voluntários, agora foi tomado por profissionais que observam a internet 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano.
Da fusão das áreas de gestão de crises, segurança da internet e social listening(interação com outros internautas), nasceu toda uma nova indústria: com o crescimento da internet e, especificamente, do conteúdo gerado por usuários e da presença de empresas nas redes sociais, a área da "defesa social" também está decolando.
Estima-se que pelo menos de 250 mil a 350 mil pessoas trabalhem com monitoramento de mídias sociais em todo o mundo, além de quase 1 milhão atuando em segurança e privacidade online, de acordo com Hemanshu Nigam, ex-diretor de segurança do MySpace e dono da consultoria americana SSP Blue.
Quem são eles?
Image copyrightCRISP THINKINGImage captionBritânica Crisp Thinking atende 200 clientes em todo o mundo, vasculhando bilhões de postagens por mês
"Trata-se da evolução natural do moderador online, que tradicionalmente retirava 'os comentários ruins' e atuava como uma espécie de anfitrião e editor de uma comunidade", explica Emma Monks, diretora de moderação, confiança e segurança na Crisp Thinking, uma empresa britânica de defesa de risco social.
O que antes era, segundo ela, uma espécie de hobby voluntário, hoje é um trabalho em que os profissionais têm de responder às descobertas de complexos algoritmos de computador que foram projetados para filtrar o "conteúdo ruim".
Na Crisp, os chamados analistas de risco social passam o pente fino nos sites e nos canais de mídias sociais de seus clientes – empresas grandes e conhecidas mundialmente, como a própria BBC – em busca de conteúdo danoso ou inapropriado.
"Partimos da premissa de que marcas e consumidores deveriam ter uma experiência online livre de preocupações", afirma Adam Hildreth, CEO da Crisp. "Assim como na vida real temos a polícia para garantir que nos sintamos seguros, o mesmo tem que acontecer online."
De bombas a casacos de pele
Image copyrightCRISP THINKINGImage captionAdam Hildreth fundou sua empresa de defesa de risco social aos 24 anos
Com apenas 31 anos, Hildreth é considerado um veterano nesse setor. Aos 14, ele criou uma rede social para adolescentes chamada Dubit Limited, que se tornou o site adolescente mais visitado da Grã-Bretanha.
Mas, junto com o sucesso da página, havia uma grande preocupação com "aliciadores", adultos pedófilos que vasculham a internet em busca de vítimas, além de outras possíveis ameaças.
Em 2009, Hildreth fundou a Crisp, "incentivado pela crescente ameaça cercando crianças, consumidores e marcas online, através de redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens".
A empresa cresceu substancialmente desde então, e monitora a presença de empresas nas redes sociais – acompanhando desde uma ameaça de bomba na página de uma companhia aérea no Facebook a ativistas pelos direitos dos animais trollando o site de uma grife de roupas.
Segundo Hildreth, a Crisp conta com cerca de 200 clientes em todo o mundo, e seus 200 analistas de defesa de risco vasculham "bilhões" de postagens a cada mês.
"Nossa função é ser os olhos e ouvidos dessas empresas 24 horas por dia", afirma o empresário. "Quando há um risco, ou removemos o conteúdo nós mesmos ou acordamos a pessoa responsável por isso."
Às vezes, isso significa pegar o telefone e dizer: "Tal celebridade acabou de desembarcar de um avião de vocês e reclamou do serviço da empresa". Ou "este famoso tirou uma foto do seu produto e compartilhou com 8 milhões de seguidores falando que nunca viu algo tão ruim."
Reputação e segurança
Essas novas empresas treinam seus analistas a identificar os tipos de riscos online, tanto em termos de reputação do cliente quanto a outros que envolvem a segurança da população.
Os analistas também são responsáveis por alertar os clientes sobre possíveis riscos e tomar decisões para remover o conteúdo difamatório ou negativo.
Curiosamente, esses profissionais não precisam ter experiência nessa área, segundo Monks. "A principal habilidade que eu procuro identificar em um candidato é a capacidade de assimilar as definições para vários tipos de risco e aplicá-las no conteúdo das mídias sociais de maneira consistente", afirma a especialista.
Outro aspecto importante nesse tipo de profissional é a objetividade e a isenção. "Há momentos em que um analista revisa conteúdo sobre o qual ele tem uma opinião firme, mas isso não pode interferir nas decisões que ele toma", diz Monks.
E como parte do conteúdo pode ser bastante incômoda – como execuções ou pornografia infantil – é fundamental que o profissional tenha bastante resiliência.
"Para muitas empresas, ter uma defesa de risco social não é mais uma questão de escolha. Por isso, o setor está crescendo", diz Nigam. "É praticamente impossível ter uma presença online sem essa camada de proteção. As pessoas esperam isso e suas experiências sofrem o impacto disso."
Cidade chinesa será primeira com carros robô sem motorista
Image copyrightBAIDUImage captionA Baidu está desenvolvendo um sistema de inteligência artificial para comandar carros sem motorista
A empresa de alta tecnologia chinesa Baidu revelou um plano para permitir que carros sem motorista circulem livremente por toda uma cidade.
O plano de cinco anos prevê uma introdução lenta de carros, vans e ônibus autônomos na cidade de Wuhu, no leste do país.
Inicialmente, esses veículos não levarão passageiros. As viagens em zonas de teste determinadas na cidade servirão para refinar a tecnologia.
Ao longo do tempo, essas zonas devem ser expandidas e passageiros poderão trafegar nos veículos.
A ideia é que Wuhu, de aproximadamente 700 mil habitantes, seja a primeira cidade do mundo a adotar a direção autônoma, segundo afirmou ao programa BBC Click Wang Jing, o encarregado do programa de carros sem motorista da Baidu.
"Essa é a primeira cidade corajosa, ousada e inovativa o suficiente para testar a direção autônoma", afirmou ele.
Direção eficiente
Jing afirmou que a primeira fase do teste deve durar cerca de três anos e envolver áreas restritas da cidade, onde ônibus, vans médias e carros serão testados.
Depois de três anos essas áreas serão expandidas e o serviço comercializado para cerca de três milhões de habitantes de Wuhu.
Image copyrightREUTERSImage captionCarros autônomos do Google rodaram milhares de quilômetros em trânsito real
Depois de cinco anos, afirmou ele, toda a cidade será aberta para a circulação de veículos sem motorista em meio a carros, caminhões e ônibus normais conduzidos por motoristas.
Jing disse que a cidade quer usar veículos robôs porque estes são uma maneira eficiente para transportar pessoas e mercadorias.
Segundo ele, o modelo atual, de várias famílias possuindo carros, é um desperdício de recursos porque a maioria dos carros privados passam a maior parte do tempo parados. Carros robôs, segundo ele, seriam usados de forma muito mais intensa.
Um estudo divulgado recentemente afirmou que o uso generalizado de carros sem motorista geraria congestionamentos. O estudo do grupo de contabilidade KPMG sugere que os carros robôs passariam a ser usados por segmentos da população que normalmente não usam carros, como os jovens e os idosos. Isso aumentaria consideravelmente o número de carros nas ruas.
Jing disse esperar que o teste em Wuhu dê origem a mais projetos semelhantes em outros lugares.
"Estamos tentando passar a experiência e dados para o governo central para que eles possam ver os benefícios. Isso tornará mais fácil para nós levar (o projeto) para outras cidades na China", disse.
"Esperamos que seja um ponto de início para levar isso para outros países".
A Baidu é reconhecida por trabalhar com a montadora alemã BMW no desenvolvimento de sistemas de controle para veiculos automatizados. O carro que surgir dessa parceria e outros veículos desenvolvidos pela montadora chinesa Chery devem ser usados no teste em Wuhu.
Muitas empresas de tecnologia, incluindo o Google, e montadoras ao redor do mundo também estão trabalhando na tecnologia de controle carros robôs.
O aval do Senado à abertura do processo de impeachment contra a presidente, Dilma Rousseff, marca o fim de um período de 13 anos consecutivos em que o Partido dos Trabalhadores esteve no poder no Brasil.
Com o afastamento de Dilma, Michel Temer, do PMDB, assumiu a Presidência interinamente. A petista pode ficar afastada por até 180 dias para que o Senado realize o julgamento definitivo sobre seu mandato.
Nesse momento marcado pelo fim de um importante ciclo político para o país, a BBC Brasil procurou especialistas e levantou indicadores internacionais para entender o legado dos 13 anos de governo de PT. Afinal, no que avançamos - e no que retrocedemos ou ficamos estagnados?
Abaixo, listamos seis índices-chave que ajudam a explicar como o Brasil de hoje pode ser comparado a outros países e ao Brasil de 13 anos atrás:
1. Ranking das maiores economias:
Em 2002, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking global de economias medido pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI. Chegou a ser o 6º em 2011, desbancando a Grã-Bretanha, mas voltou a cair.
Hoje, é a 9ª maior economia do mundo de acordo com esse indicador, que sofre grande influência do câmbio - e, portanto, foi bastante afetado pela desvalorização do real.
Se considerarmos o PIB medido por Paridade de Poder de Compra (PPP), que procura, justamente, neutralizar esse efeito do câmbio, temos que o Brasil ocupou a 7ª e 8ª posição no ranking ao longo dos últimos anos.
Em 2003, subimos para a 7ª posição, ultrapassando a França. Em 2008, fomos ultrapassados pela Rússia. E em 2011 voltamos para a 7ª posição com a queda da Grã-Bretanha.
"No caso do PIB, o que comprometeu o resultado dos anos do PT no poder foi de fato a gestão Dilma - e em especial seu segundo mandato", diz Alessandra Ribeiro, economista da Consultoria Tendências.
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Ela diz que, em função do crescimento do governo Lula (o país chegou a crescer 7,5% em 2010), nos últimos 13 anos a média de expansão do PIB foi de 2,9%, contra 2,5% da média do governo Fernando Henrique Cardoso.
Colocando "na conta" do governo Dilma a recessão deste ano (consultorias esperam uma retração do PIB de 4% em 2016), a média cairia para 2,4%, ainda próxima do crescimento de FHC.
Ribeiro atribui essa desaceleração brusca em parte à má gestão, ao suposto fracasso da política econômica de Dilma e ao que vê como um excesso de intervencionismo estatal na administração petista, além da falta de reformas estruturais que poderiam melhorar o ambiente para negócios no Brasil.
Ela ressalta, porém, que, o contexto internacional também ficou menos favorável e que a crise política e a Lava Jato também tiveram um impacto negativo grande na economia.
João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group, concorda. "Na economia, a Dilma pegou um avião em piloto automático e em um céu de brigadeiro. Quando veio a tempestade, ficou claro que não sabia pilotar", diz.
Para Neves, os erros que derrubaram o PIB nos últimos anos - culminando em uma das mais graves recessões da história do país - começaram no segundo mandato de Lula.
"O Estado começou a gastar mais para fazer uma política anticíclica (tentar manter os investimentos e o consumo em níveis altos), mas isso saiu do controle. Agora precisaremos provavelmente de uma década para recuperar o que foi perdido com a recessão do governo Dilma."
2. IDH e combate a pobreza
A nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que era de 0,649 no início dos anos 2000, chegou a 0,755 hoje, o que indica uma melhora.
A pesquisa considera indicadores como a esperança de vida ao nascer, a expectativa de anos de estudo e a renda per capita. Como resultado, cada país recebe uma nota que vai de 0 a 1.
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No relatório da ONU de 2015 sobre o índice, o Bolsa Família é retratado como uma espécie de modelo de programa social bem-sucedido. "Desde que o programa foi lançado, 5 milhões de brasileiros deixaram a extrema pobreza. E por volta de 2009 o programa havia reduzido a taxa de pobreza em 8 pontos percentuais."
Também é destacado o aumento da escolaridade no país e avanços no combate a miséria, o que vai ao encontro da avaliação de especialistas consultados pela BBC Brasil, que veem nas políticas sociais o maior legado positivo dos 13 anos do PT no poder no Brasil.
Angel Melguizo, chefe da unidade de América Latina e Caribe do Centro de Desenvolvimento da OCDE, por exemplo, destaca que nos últimos anos os índices de pobreza brasileiros caíram pela metade com a emergência de uma nova classe média.
Ele admite que parte desse contingente pode ter seus ganhos ameaçados pelo aumento do desemprego e recessão econômica, mas faz uma ressalva relativamente otimista:
"Dados do Banco Mundial que mencionaremos em nosso próximo relatório indicam que 43% dessa nova classe média brasileira seria o que chamamos de classe média consolidada, que tem trabalho formal, proteção social e mais condições de se proteger da crise. E que apenas 38% seria parte da classe média vulnerável, que pode voltar para a pobreza. O índice do Brasil é melhor que em outros países da região", afirma.
Para Otaviano Canuto, diretor-executivo para o Brasil no FMI, "políticas sociais para potencializar mudanças estruturais" são de fato "um grande legado" dos governos do PT.
Canuto defende, porém, que "há hoje necessidade de passar a limpo, ver relação entre custo e resultado do leque de políticas sociais que estão embutidas no orçamento". "Aquelas como Bolsa Família, que são demonstradas como eficazes e a baixo custo, devem ser intocáveis", opina.
3. Gini - Desigualdade
Outro indicador que também teve uma melhora foi o da desigualdade. O coeficiente Gini do Brasil, nos cálculos do Banco Mundial, passou de 58,6, em 2002, para 52,9, em 2013 (último dado disponível).
O Gini é um indicador que mede desigualdade de renda e vai de 0 a 100 (0 representa total igualdade).
Em 2014, um relatório da ONU sobre o tema também registrou uma queda significativa da desigualdade no Brasil na última década, com o Gini passando, nos cálculos das Nações Unidas, de 54,2 para 45,9.
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Na época, a ONU destacou o efeito sobre a desigualdade do aumento real do salário mínimo - de 80% entre 2003 e 2010 - e dos esforços para a formalização do mercado de trabalho brasileiro, além dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.
O economista Diego Sánchez-Ancochea, diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos (LAC) da Universidade de Oxford, especialista em desigualdade, cita, como exemplo desses esforços de formalização do mercado, iniciativas como a Proposta de Emenda Constitucional sobre os trabalhadores domésticos.
"Já houve momentos em que a economia brasileira cresceu com um aumento da desigualdade, como nos anos 60 e início dos 70. Na época, o crescimento favoreceu os mais ricos e a alta classe média", diz Sánchez-Ancochea.
"Isso mostra que mesmo com o boom das commodities impulsionando a economia brasileira, a trajetória dos índices de desigualdade no país poderia ter sido diferente não fossem essas políticas adotadas (durante o governo do PT). O legado (do partido) nessa área é grande."
O economista de Oxford diz ser difícil prever o que vai acontecer daqui para frente, mas não descarta retrocessos nesse indicador. "Isso vai depender das políticas adotadas pelo novo governo, que chega prometendo fazer ajustes e cortes de gastos."
4. Percepção de corrupção
Em 2002, o Brasil ocupava a 45ª posição do ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional (TI), que incluía análises de 102 países. Em 2015, passamos para o 76º lugar entre 168 países - o que parece indicar estagnação.
O coordenador do Programa Brasil da TI Bruno Brandão diz, porém, que os índices dos dois anos não são comparáveis por que, além do número de países analisados, a metodologia da pesquisa também mudou em 2012.
"E desde 2012, nossos indicadores para o Brasil permaneceram relativamente estáveis, com a exceção de 2015, quando tivemos um aumento muito grande da percepção de corrupção que levou o país a cair do 69º ao 76º lugar no ranking, principalmente como efeito da Lava Jato", diz Brandão.
Segundo o coordenador da TI, a percepção da organização é de que o país avançou no combate à corrupção desde 2002 - embora a maior parte desse "avanço" não tenha ocorrido por mérito do governo.
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"É complicado dizer se a corrupção ficou menor ou maior porque a corrupção é um fenômeno oculto - a única que aparece é a que foi pega. Mas para nós o que interessa é se há mais combate ao problema - e nesse ponto parece que o Brasil está de fato avançando", opina.
"Tivemos uma evolução institucional grande e um aumento da sociedade. Hoje temos a lei contra a lavagem de dinheiro, a lei anticorrupção, a da ficha limpa, de acesso a informação e etc. Instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal e o próprio sistema judiciário também têm demonstrado grande autonomia."
O governo Dilma, na avaliação de Brandão, teria sido marcado por um certo "pudor republicano" que favoreceu o combate a corrupção em alguma medida, embora em algumas ocasiões esse pudor possa ter sido abandonado (por exemplo, se forem comprovadas as tentativas do governo de interferir na Lava Jato, como denunciou o ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral).
Ele lembra o caso da Malásia, onde o procurador-geral foi destituído após um escândalo de corrupção envolvendo o primeiro-ministro.
"No Brasil, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, foi reconduzido ao cargo em meio à Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal também tem agido com autonomia, apesar de muitos de seus membros terem sido indicados pelo PT - enquanto na Venezuela, por exemplo, essa corte mais parece um escritório de advogados do presidente (Nicolás Maduro)."
Já para Neves, do Eurasia Group, dizer que o governo do PT "deixou que se investigasse" a corrupção na Petrobras é "papo furado".
"Concordo que é difícil dizer se a corrupção caiu ou cresceu no governo PT. Mas é relevante o fato de o escândalo da Lava Jato ser o maior escândalo de corrupção da história brasileira", opina. "Também chama a atenção a maneira coordenada e sistematizada com que o esquema foi montado na estatal."
5. PISA - Educação
Em 2000, primeiro ano em que o Brasil fez parte do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da OCDE (a organização dos países ricos), o país ficou em último lugar entre 32 nações.
O programa tem como objetivo avaliar e comparar o resultado de sistemas educacionais no mundo por meio de uma série de testes aplicados a estudantes.
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No último relatório, publicado no final de 2013, agora com dados de 65 países (alguns ricos, como Japão, Suíça e Alemanha, o Brasil ocupou a posição 55 no ranking de leitura, 58 no de matemática e 59 no de ciências. Ou seja, comparativamente avançou em relação ao 2000, ainda que pouco.
Para Melguizo, da OECD, porém, é natural que a melhora tenha sido lenta porque a grande conquista do país nos últimos anos foi na questão da "cobertura do sistema", ou seja, no acesso à escola e universidades.
"Esse era um processo necessário. Falta agora avançar na questão da qualidade do ensino e também na educação para o trabalho. Mas não acho que devemos ver essa melhora lenta com pessimismo", diz ele."Na questão da cobertura o avanço foi significativo."
Castro Neves, do Eurasia Group concorda: "Considero a expansão do acesso a educação como parte do legado social positivo (dos anos de governo do PT), embora certamente falte melhorar a questão da qualidade."
6. Ambiente para negócios
A questão do ambiente para os negócios é outra área em que os especialistas veem certa estagnação como saldo dos 13 anos do governo petista - com deterioração na gestão Dilma.
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Alguns índices internacionais parecem corroborar essa percepção. Em 2002, o país ficou no 46º lugar entre 80 países no ranking de competitividade global calculado pelo World Economic Forum (WEF), que considera dados sobre as condições de se fazer negócio pelo mundo.
Em 2015, ocupou a 75ª posição entre 140 países, após cair 18 posições em um ano em função de problemas como o aumento da pressão inflacionária, a alta da percepção de corrupção e a deterioração da confiança em instituições. Foi a pior classificação do país desde que o índice de competitividade global foi criado, nos anos 90.
O relatório de 2015 do WEF destaca, porém, o avanço do Brasil na questão do transporte aéreo e infraestrutura, apesar de esse ainda ser considerado um dos gargalos da economia brasileira. E cita o grande mercado consumidor do país como um dos fatores que ainda o torna atrativo para investidores.
"Nesses 13 anos - e principalmente nos anos de bonança econômica - o governo poderia ter aproveitado para fazer reformas estruturais, melhorar a questão tributária, reduzir a burocracia (para se fazer negócios no Brasil) e etc. Mas perdeu-se essa oportunidade", diz Neves.
"Hoje também parece claro que as políticas de campeões nacionais (conduzida pelo BNDES, que selecionou companhias para ajudar a torná-las mais competitivas globalmente, com créditos subsidiados e compra de participações acionárias) não foram uma boa ideia - criaram um ambiente de negócios em que era o governo quem escolhia perdedores e vencedores e, para se beneficiar, era preciso gritar mais alto."
Para Ribeiro, da Tendências, o ambiente para negócios piorou principalmente a partir de 2011. "Tivemos muitas mudanças nas regras do jogo, mais impostos para uns, subsídios para outros e tentativas do governo de intervir em determinados setores que não deram certo, como no setor elétrico", diz.