TEMPESTADE
Filipinas contam 1.800 mortos e desaparecidos pelo tufão "Bopha"
Com a última apuração de falecidos em 906, as equipes de resgate têm poucas esperanças de encontrar com vida as 932 pessoas dadas por desaparecidas
As autoridades filipinas elevaram nesta sexta-feira (14) o
número de mortos e desaparecidos a 1.838 por consequência da passagem do
tufão "Bopha", cujos efeitos devastadores se multiplicaram na semana
passada devido à mudança climática e ao desmatamento, segundo os
especialistas.
Com a última apuração de falecidos em 906, as equipes de resgate têm
poucas esperanças de encontrar com vida as 932 pessoas dadas por
desaparecidas mais de uma semana depois de o tufão ter arrasado
plantações e dezenas de aldeias.
Segundo o Conselho Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres,
2.660 pessoas ficaram feridas, e as inundações e os deslizamentos de
terra danificaram cerca de 250 mil casas.
Com 5,5 milhões de desabrigados, quase 60 mil pessoas são atendidas
em abrigos, enquanto 760 mil requerem água e alimentos para sobreviver
principalmente nas províncias de Davao Oriental e Compostela Valley.
ONGs e especialistas como o meteorologista Jeff Masters afirmam que a
intensidade de "Bopha", que chegou ao nível 5, se deve ao aquecimento
incomum das águas do oceano por conta da mudança climática.
No entanto, tufões como "Bopha" ou "Sandy", que atingiu os Estados
Unidos recentemente, não serviram para que a Cúpula da ONU sobre Mudança
Climática alcançasse um acordo mais ambicioso na semana passada em
Doha, onde acordaram uma extensão do Protocolo de Kioto até 2020.
Juland Suazo, da ONG filipina Panalipdan, lembrou ainda que o
desmatamento para dar passagem a explorações mineiras e plantações
aumentou os efeitos devastadores das inundações e dos deslizamentos de
terra.
FONTE FOLHAPE.
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