Moradores do Grande Recife dizem que faltou táxi na noite de Réveillon
Reforço no esquema foi anunciado, mas efeitos não apareceram.
Foi difícil conseguir táxi de todo jeito - pedindo por telefone ou nas ruas.
“Lotado, lotado, sem condições”. Nesta terça-feira (1º), as palavras do
comerciante Márcio de Amorim definem o sufoco que os pernambucanos
passaram na virada do ano para conseguir pegar táxis. Márcio tinha
trabalhado a noite inteira e queria chegar em casa para descansar. As
paradas de ônibus ficavam lotadas. Quando passava um táxi, já vinha com
passageiros. Alguns taxistas não queriam ir pra Boa Viagem, na Zona Sul
do Recife. Outros, cobravam preço fechado, sem taxímetro.
A exemplo do carnaval e do último Réveillon, neste ano, os taxistas do
Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata, cidades
da Região Metropolitana, puderam circular livremente entre os quatro
municípios. Com isso, a expectativa era a melhor possível. Até 7.692
veículos à disposição da população.
Na prática, o resultado foi bem diferente do esperado. Ainda na
segunda-feira (31), a reportagem da TV Globo tentou pedir um táxi por
telefone às 21h. As tentativas foram feitas com quatro empresas
diferente – sem sucesso. Algumas sequer atendiam o telefone. Uma delas
até atendeu, mas a telefonista informou que não teria nem como informar
uma previsão de espera.
Já que a esposa viajou, o taxista Edmilson da Costa preferiu
trabalhar (Foto: Reprodução/TV Globo)
trabalhar (Foto: Reprodução/TV Globo)
Nas ruas de Olinda, o problema continuava. Na Avenida Getúlio Vargas,
uma das mais movimentadas, poucos táxis e nenhum livre. Na Praça do
Carmo, havia alguns na parada. Adriano Bezerra era o motorista de um
deles e estava quase indo embora – ficaria até as 23h e passaria o carro
para um amigo. Já Edmilson da Costa não vai para casa tão cedo. É
trabalhando que ele vai receber o ano novo e não acha ruim. "Minha
mulher está viajando. Tem muita demanda na rua, eu vou trabalhar,
atender o pessoal", conta ele.
No Recife, a situação se complicou. Havia muitos táxis circulando nas
ruas, o que não era garantia de nada. Quem quisesse ir para o bairro de
Boa Viagem não podia contar com o taxista José de Lima, por exemplo.
"Tem muita avenida que está interditada. Fui lá e para sair está
complicado", argumenta ele. Para Tuane Cantarelli, auxiliar
administrativo, o problema maior era a tarifa. Ela contou que havia
motoristas cobrando um valor fechado pela corrida do Derby até Boa
Viagem. "Não ia ser no relógio, ia ser o preço que ele pediu, R$ 40",
disse ela.
Quando passava um táxi, normalmente já vinha ocupado
(Foto: Reprodução/TV Globo)
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Às três da manhã, o auxiliar administrativo Marcos Brás ainda tentava
pegar um táxi de Boa Viagem para Casa Amarela, onde mora. A promessa de
um esquema especial montado na área por trás do palco na Avenida Boa
Viagem, após a queima de fogos, foi motivo de frustração para quem quis
voltar para casa. Sem táxi, as paradas de ônibus ficaram lotadíssimas.
FONTE G1 PE.
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