Reunião discute prevenção de acidentes de moto em Pernambuco
Equipamentos de segurança ficarão mais baratos no Estado.
Leitos do HR estão lotados com pacientes vítimas desse tipo de colisão.
Com o objetivo de buscar soluções para que acidentes de moto diminuam em Pernambuco,
um encontro nesta quinta-feira (13) reuniu motociclistas e
representantes do Detran, Polícia Militar, Projeto Moto Amiga,
Secretarias de Educação, Saúde e do Comitê de Prevenção aos Acidentes de
Moto.
Eles discutiram e definiram as principais ações para 2013. Entre elas
está a municipalização do trânsito nas cidades com 20 mil habitantes ou
mais e o emplacamento obrigatório de bicicletas elétricas e das chamadas
"cinquentinhas". “Se morre cinco vezes mais pessoas dirigindo
cinquentinha de que pessoas pilotando motos”, conta o
coordenador-executivo do Comitê de Prevenção a Acidentes com Motos, o
médico João Veiga.
De acordo com o Comitê, para o número de mortes continuar caindo, é
fundamental a atenção com os itens de proteção. E, em 2013, os
motociclistas terão um motivo a mais para investir nesses equipamentos
de segurança, pois todo esse material ficará mais barato em Pernambuco.
“Nós temos que mudar essa cultura, então temos que dar alguns exemplos.
O governo então abre mão do ICMS para incentivar para que os
pernambucanos usem os materiais de proteção”, disse Antônio Figueira,
secretário estadual de Saúde.
Muitas pessoas que andam em motos pequenas de cinquenta cilindradas,
conhecidas como "cinquentinhas", não usam qualquer tipo de equipamento
de segurança. Pela atual legislação, cabe aos municípios regularizar
como os ciclomotores - as motos de cinquenta cilindradas - podem
circular.
O Detran recomenda que elas sejam emplacadas, os pilotos tenham a
Carteira Nacional de Habilitação e usem capacete e outros equipamentos
de segurança. Como esses requisitos não estão sendo fiscalizados, os
pilotos das cinquentinhas circulam pelas ruas sem sofrer nenhuma
punição.
E a falta de fiscalização resulta na alta taxa de acidentes. No Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife,
há leitos lotados de pacientes vítimas de acidentes com esse tipo de
moto. De dezembro do ano passado até outubro deste ano, o HR registrou
1.116 internações de pessoas que sofreram acidentes com motos. Dentro
desse número, são cada vez mais frequentes os acidentes envolvendo
pessoas que estavam pilotando as cinquentinhas.
O chefe do setor de traumatologia da Restauração, Bernardo Chaves,
confirma que os acidentes com esse tipo de moto estão aumentando e, na
maioria dos casos, o acidentado não usava nenhum tipo de equipamento de
proteção.
“Já existem leis, inclusive uma fiscalização bem mais rígida, em
relação às motos. Então, em relação à cinquentinha, talvez por ser um
veículo de porte menor, de velocidade menor, existe a sensação de falsa
segurança pelos pilotos, que não utilizam praticamente nenhum tipo de
segurança”, explica.
A presidente do Conselho Estadual de Trânsito, Simíramis Queirós, diz
que a fiscalização precisa ser mais rigorosa. “Precisa realmente que
essa lei que está tramitando no Congresso Nacional, de colocar sob a
competência do Estado, o registro e licenciamento desses ciclomotores,
saia do papel”.
FONTE G1 PE.
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